quarta-feira, setembro 08, 2004

Transparência



Sendo os tempos que correm de vasculhice generalizada, com as atenções da turba voyeurista especialmente viradas para os políticos, para os rendimentos que declaram e para as companhias que os entretêm entre lençois, defendo que também os críticos musicais e respectivos aspirantes deviam trazer à luz do dia as manias que o seu baú secreto esconde, as suas obsessões menos confessáveis, as suas escolhas menos aceitáveis socialmente. Por solidariedade, mas igualmente por maioria de razão, tendo em conta que um líder de opinião influencia bem mais pessoas que um líder político. Comecemos então por mim e pelos Spandau Ballet, uns dos meus foleiros predilectos (sim, há mais). Muitos amigos não acreditam, até porque já lhes contei, a este propósito, muitas mentiras. Mas desta vez podem acreditar. Como diziam os próprios, this much is true. Ooh!

FMS