quarta-feira, setembro 08, 2004

Veloz

Dirigia-me para casa quando uma recordação desagradável me assaltou a memória, imediatamente se baixou o pé direito e o carro arrancou a uma velocidade muito pouco consentânea com o Código da Estrada. E foi aí que lembrei o Umberto Eco e a sua Lentidão – Quando queremos lembrar alguma coisa abrandamos, se pelo contrário, pretendemos esquecer, aceleramos.
E não é que na música é a mesma coisa. Quando o motivo de uma canção é uma memória doce, ainda que triste, tende a ser cantada lentamente. Ao contrário, se a causa é antipática, se o objectivo é agitar e contestar, será tudo mais veloz.
CG

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Cristovão,
esse livro é do Kundera.

4:52 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

escreve bem, o meu primo...mas pouco, direi...

12:37 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home