quinta-feira, julho 07, 2005

Ao lusco-fusco



Nesta coisa dos festivais há sempre qualquer coisa de clubismo na análise do alinhamento. No Sudoeste 2000, por exemplo, o facto de os Oasis tocarem antes desses boches símios, os Guano Apes, soube sensivelmente como o célebre 0-2 do César Brito nas Antas. Uma derrota amarga. Este ano, pela primeira vez, agradeço que uma das minhas bandas favoritas seja a primeira a subir ao palco. As canções dos Thrills são para se escutarem nos fins de tarde de Agosto, às oito da noite, quando o sol já não agride e é atenuado pelas brisas salgadas vindas do oceano. É aí que elas ficam bem, àquela luz gasta, crepuscular e levemente retro, a luz que os Thrills deram aos seus primeiros vídeos, a luz que Sofia Coppola deu a "Virgens Suicidas".

FMS

5 Comments:

Blogger Kaiser said...

Oasis = FCP, foi das melhores comparações que já vi! Grande vitória do Glorioso, a reboque do César Brito. No ano de 2000, o César foi os objectos arremessados para o palco que, na altura certa, correram com os franjinhas do palco... parece é que não foi suficiente...

3:10 da tarde  
Anonymous Ricardo Saleiro said...

Não queira tirar o lugar ao Ricardo Araujo Pereira, o primeiro empresário do lusco-fusco. "São cinco, sete minutos... mas muito intensos!" :)
Mais a sério, não é que faz muito sentido o que diz? Abraço

4:22 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Quando se faz referência à Sofia Copolla neste blogue, não sei se hei de rir (às gargalhadas) ou de chorar!

6:52 da tarde  
Blogger Ratinho_Cinzento said...

Oasis é dia 5, né?

6:04 da tarde  
Anonymous Pedro said...

Exacto Francisco, os The Thrills, assim como os The boy least likely to, são mesmo bandas de final de tarde..com o pôr do sol no horizonte e um público estático saído de Santa Cruz ou Big Sur hehe :)

6:42 da tarde  

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