quinta-feira, julho 28, 2005

nine songs


Nove concertos a acompanhar uma aventura sexual entre um trintão desencantado e uma estudante descomprometida, nove canções a expressar a evolução de uma relação a prazo - o ponto de partida para Nine Songs, um ensaio cinematográfico de Michael Winterbottom que chocou o Reino Unido devido às cenas de sexo explícito a invadir os ecrãs incomodados e que aterra hoje nos cinemas portugueses.

A abordagem crua e pouco romantizada do sexo faz lembrar visões franceses sobre a matéria já com alguns anos (lembro-me de Intimacy), neste caso desacompanhada de uma estrutura narrativa, apostando numa colagem de cenas do dia-a-dia e insistindo num registo mais low-budget e improvisado.

Ao longo de um filme que muito subtilmente dura 69 minutos, a pouca profundidade da experiência acaba por cansar, fazendo com que a mente cinéfila vá lá fora fumar um cigarro (a matutar cá para consigo que isto do sexo intelectualizado acaba por ser monótono), enquanto o corpo e o lado melómano espere ansiosamente pela próxima banda - para depois dançar de forma desajeitada na cadeira e realçar os Black Rebel Motorcycle Club na Brixton Academy e os Von Bondies. Vale pela música, cujo alinhamento deixo aqui:

Black Rebel Motorcycle Club - "Whatever Happened to My Rock´n´roll"
The Von Bondies - "C´mon C´mon"
Elbow - "Fallen Angel"
Primal Scream - "Movin´ On Up"
Dandy Warhols - "You Were the Last High"
Super Furry Animals - "Slow Life"
Franz Ferdinand - "Jacqueline"
Michael Nyman - "Debbie"
Black Rebel Motorcycle Club - "Love Burns"

REC

2 Comments:

Anonymous o dono da loja said...

Vi este filme a 19 de Março, em Inglaterra... Eis o comentário que então fiz no meu blog...
9 Songs. Foi o filme que fui ver no sabado. Alterna cenas de sexo explicito com concertos de Rock na Brixton Academy. O filme no seu todo e aborrecido e irritante (particularmente a personagem feminina - a personagem masculina quase parece estar ausente durante o filme todo). As cenas de rock sao o pouco que se pode aproveitar, mas mesmo assim, nao chegam para o filme poder ser considerado bom. Mais vale ir a procura de uma banda sonora...

4:27 da tarde  
Blogger Marcus ASBarr said...

uma obra ousada, introspectiva e que consegue, como nenhuma outra, captar o sentimentos dos personagens. se é para ter significado... o que vivemos afinal. aqui um homem, uma mulher, e uma sintonia como poucos irão conseguir em toda a vida. Margo Stilley (Lisa), vai muito além de qualquer interpretação, ela viveu as cenas... e deve pagar um preço alto por isso até hoje. sexo, drogas e rock'n'roll em fortes doses, com uma pitada a mais do que mais gosto. nota máxima!

5:53 da tarde  

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