segunda-feira, janeiro 30, 2006

aquilo que de momento não me faz saltar do cadeirão da Feira da Ladra

Se os Arctic Monkeys tivessem lançado o disco há um ano, acredito que não só teria saltado do cadeirão como mexido ligeiramente as pernas, mas de momento ando com uma ligeira ressaca das guitarradas britânicas (com excepção dos Bloc Party - tomo todos os dias uma música a seguir ao almoço, com adoçante). São fases, dizem uns. Porque os rapazes até não são mauzinhos (primeira reprimenda do Francisco), têm a atitude certa e suficiente testosterona para distribuir pelas pistas de dança dos clubes recreativos. Mas não me conseguem entusiasmar (puxão de orelhas do Francisco), tal como os Babyshambles, que me deixaram um sabor insosso no ouvido.

REC

p.s. o título do disco [Whatever people say i am, that´s what i´m not] também me chateia um bocadinho – mas já estou a armar-me em snob e, pior ainda, a ser embirrento.

9 Comments:

Anonymous bicho carpinteiro said...

Os Artic Monkeys têm "qualquer coisa", mas ao contrário dos igualmente jovens Bloc Party ... falta-lhes "qualquer coisa". Têm tido um tremendo buzz produto de alguma expectativa criada via "word-of-mouth" e NME, mas ... que tenham muitos sucessos.
Há tanta banda interessante por aí a arrebentar, que como dizia o Noel Gallagher são tempos interessantes para se ouvir música, mas ao mesmo tempo são "tempos de rápido consumo". Volta e meia dou por mim a intercalar uns Libertines com uns Clash, uns Brian Jonestown Massacre com uns Stones, uns Rakes com uns Joy Division, enfim ...

9:44 da tarde  
Blogger El Puto said...

Ainda não ouvi tambem por embirrar, mas é com a idade dos putos, acho que começo a ficar velho e não quero saber de pessoas que fazem coisas boas muito novos :D mas de qualquer maneira lá terei que ouvir e depois volto cá dizer como foi...

7:22 da manhã  
Anonymous Ricardo said...

Falta qualquer coisa aos Artic Monkeys, falta qualquer coisa aos Bloc Party, falta qualquer coisa a quase todas as novas bandas. Menos aos Maximo Park, que os põem todos a um canto.

1:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

19 de fevereiro, Lakeside, Muangthong Thani, Bangkok. maximo park, entre outros.

5:13 da tarde  
Blogger Rui Miguel Brás said...

pastiche de pastiche de pastiche

9:17 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Não aguento mais! E Andrew Bird, ninguém fala de Andrew Bird? Listas de melhores de 2005, dietas musicais, entusiasmos, o Andrew presta-se a tudo isto com o último "mysterious production of eggs". E não se trata de um miúdo com guitarras nervosas, nem de um imberbe nórdico com sentido melódico, por isso este é um daqueles entusiasmos com potencial para durar mais de uma semana.
Ex-anónima

9:54 da tarde  
Blogger jd said...

finalmente fala-se dos Arctic Monkeys por aqui.
:)
Ao contrário da maioria, os Bloc Party a mim não me dizem muito, mas é uma questão de "vibrações", nada mais. Ouvi umas vezes mas fui deixando de lado aos poucos.
Concordo quando falam em consumo rápido, há tanta coisa que às vezes é difícil de discernir o bom do mau.
Mas acho que estes "monkeys" vão longe.
E tão novos a fazerem um albúm destes, só pode ser bom sinal.

11:20 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

.

3:31 da tarde  
Anonymous shoplifter said...

Concordo contigo jd. O consumo rápido somos nós, consumidores, que o 'fazemos'. Ainda me lembro, em 1989, quando os Stone Roses apareceram a reacção da maioria das pessoas agarradas às gabardines foi de indiferença e, passados todos estes anos, este país à-beira-mar-plantado continua na mesma: numa onda 'No meu tempo...'. O disco não é perfeito, mas os putos têm futuro!

10:53 da tarde  

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