Shaun Ryder está vivo

Há duas ou três coisas que só a Inglaterra consegue produzir. A conjugação de uma revolução industrial a tempo com uma classe operária como aquela que os livros previam, é responsável por uma delas: a música pop alta e inconsequente. Os Kasabian é isso que fazem. A linhagem é facilmente identificável: Manchester anos 80. Nada de novo. O álbum abre, aliás, com Club Foot, que começa no riff de guitarra onde ficaram os Stone Roses em Love Spreads. Depois, é sempre a happy mondaysar. Tudo cantado naquele jeito de "garganta fodida" (FMS, 2005), meio arrastado e chunga que só o norte inglês consegue produzir. Mas há uma diferença. É que se é verdade que dá para perceber claramente o que andaram a ouvir, os Kasabian, um pouco à imagem dos Franz Ferdinand, não se limitaram a repetir os truques do costume, apropriaram-se do bom lixo e deram-lhe umas vestes novas. Soa a usado, mas é absolutamente novo. Ou muito me engano, ou estes tipos vão animar muita festa e muita viagem de carro. Isto para dizer que o disco de estreia dos Kasabian é uma merda de disco. Mas uma merda muito boa e que me parece um óptimo pretexto para os Quase Famosos voltarem a fazer uma festa. Para ser claro: se o Shaun Ryder estivesse vivo era este disco que andava a fazer. PAS
4 Comments:
One...take control of me?
Curioso, esta foi uma das músicas com que abri hoje a playlist matinal, na rádio onde estou trabalhar. Para acordar o pessoal Boa malha, sim senhor.
Said its 2, it's another trick.
Para quando nova festa?
Um abraço
enquanto te lambusas com novas alegrias sonoras, nessas estradas em direcção ao mar, quando o tempo do calor e do sol espreita... imagina a festa, este ano uma vez mais alcançada, num qualquer pasto verde, com o mar da ilha ao fundo (tipo teatro grego).
A producao ficaria a cargo do ZB e da muu. porque nao?
Bloc Party, meu amigo, Bloc Party
;)
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