segunda-feira, julho 04, 2005

Herbert e a loura


Um tipo olha para trás, para a música da última década, e rapidamente se apercebe que muitas das coisas que pareciam inicialmente entusiasmantes envelheceram mal. Na música electrónica, então, os exemplos são mais do que muitos. Há, contudo, excepções. A principal é Matthew Herbert. Enquanto o seu “Plat du Jour” não chega, o produtor-músico – e mais umas quantas outras coisas – juntou-se a Róisín Murphy para fazer um disco de canções. Assim mesmo. Canções, como o Bodily Functions e o Around the House não chegam a ser – até porque não querem ser. Depois de ter baralhado e voltado a dar, com vantagem, as músicas dos Moloko, Herbert resgatou a senhora à banda e com ela fez doze canções perfeitas. Imagine-se a criatividade incontrolável de Herbert, a habitual estrutura das músicas fundada numa soma de partículas quase infindável, depois junte-se-lhe melodias trauteáveis e uma voz com um potencial e uma versatilidade maior do que a da sua mais que tudo – Dani Siciliano – e tem-se Ruby Blue. Depois dos Arcade Fire, está aqui mais um sério candidato a disco do ano. E ainda só estamos em Junho. PAS

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

pena é o disco dos Arcade Fire ter saído o ano passado!

1:17 da manhã  
Blogger El Mono said...

Mas só foi editado na Europa este ano!

2:46 da manhã  

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