terça-feira, janeiro 31, 2006

A propósito de My Morning Jacket



Irmãos de Mercury Rev, primos de My Morning Jacket (colheita Z), amigos de Flaming Lips, conhecidos de Pavement, enteados de Neil Young. ENP

Três europas a resposta



Meu caro, a resposta à tua pergunta está na Atlântico que saiu hoje (onde também poderás encontrar artigalhadas musicais de FMS e ENP). NCS

segunda-feira, janeiro 30, 2006

aquilo que de momento não me faz saltar do cadeirão da Feira da Ladra

Se os Arctic Monkeys tivessem lançado o disco há um ano, acredito que não só teria saltado do cadeirão como mexido ligeiramente as pernas, mas de momento ando com uma ligeira ressaca das guitarradas britânicas (com excepção dos Bloc Party - tomo todos os dias uma música a seguir ao almoço, com adoçante). São fases, dizem uns. Porque os rapazes até não são mauzinhos (primeira reprimenda do Francisco), têm a atitude certa e suficiente testosterona para distribuir pelas pistas de dança dos clubes recreativos. Mas não me conseguem entusiasmar (puxão de orelhas do Francisco), tal como os Babyshambles, que me deixaram um sabor insosso no ouvido.

REC

p.s. o título do disco [Whatever people say i am, that´s what i´m not] também me chateia um bocadinho – mas já estou a armar-me em snob e, pior ainda, a ser embirrento.

1 + 1 # 2

sábado, janeiro 28, 2006

aquilo que quero ouvir

"É fundamental que as bandas evoluam, explorem novas sonoridades", diz-me o empregado de mesa da Churrasqueira dos Sapadores, onde por vezes me descubro a jantar e a esforçar-me por criar uma imagem de solitário intelectual. Isto a propósito do novo disco dos Belle and Sebastian "The Life Pursuit", do qual escutámos duas músicas ("White Collar Boy" e "The Blues Are Still Blue", gentilmente fornecidas pelo FMS) antes do arroz de cabidela. Sei que o senhor Ramiro, com as suas saudades de Celorico da Beira, até tem razão, mas não deixo de sentir uma certa nostalgia das baladas folk-melancólicas com pitadas de filme francês dos primeiros discos. Ainda não me devo ter habituado à nova paixão dos escoceses pela pop despudorada. Ou então estou à espera da Primavera.

Por enquanto, dêem-me Cat Power ["The Greatest"] e Acid House Kings ao pequeno-almoço e ao lanche e eu fico feliz. E à espera de ouvir a colaboração da ex-belle e sebastiana Isobel Campbell com a voz gasta de Mark Lanegan em "Ballad Of The Broken Seas".

REC
Caro especialista,

Ao ler as revistas sérias que tipos como nós supostamente compramos, descobri que os profissionais destas coisas enquadram os My Morning Jacket nas categorias " slow-motion-rock´n´roll" ou "country-prog-rock". Quid juris?

REC

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Sing me something new

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Sobre as quotas de música portuguesa na rádio



FMS

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Ainda o natal


Listas e mais listas. Chega ao fim do ano é assim. Um tipo olha para elas e vê o que lhe faltou ouvir e o que nelas falta daquilo que gostou de ouvir. Mas, por vezes, há também surpresas. Esta é assim: veio-me parar à mão, embrulhado no natal, um CD de que nunca havia ouvido falar. Ouvi-o e pensei: alto lá, que isto é do melhor do ano e do melhor dos últimos anos. Eu que pensava que a música electrónica andava a perder o hype, a ser ultrapassada pela punk transmutado, pelos baladeiros sofisticados ou pelas misturas das duas coisas, de repente, vi-me viciado, como há muito não andava, num disco como os que ouvia há dois pares de anos. Sobre o disco pouco sabia. Era norueguês, resgatava a electrónica e produzia o mesmo efeito dos Air ou dos Jazzanova quando apareceram. Lindstrom & Prins Thomas é o nome do álbum e de quem o assina. Entretanto, reparei que aparecia timidamente nas listas dos melhores e senti-me mais acompanhado. Isto tudo para avisar que, logo à noite, no Lux, tocam para animar a malta. Seria uma estupidez não ir.

terça-feira, janeiro 17, 2006

semelhanças interessantes












rapazolas escoceses, músicos, 2005














Alexander Rodchenko, artista russo, 1924

REC

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Começar o ano na praia



NCS

Não digam nada ao Kozelek



Eu tenho um problema para resolver com o Kozelek: não gostei da forma negligente como me cumprimentou numa sessão de autógrafos. Da próxima vez que o vir, também já não lhe digo nada. Nem conto ao ressacado sacana que, quando esperava que "Tiny Cities", dos Sun Kil Moon (sim, versões dos Modest Mouse), fosse uma canseira (por esgotamento de um registo), isso não aconteceu. Pelo menos três cançonetas que são um mimo: "Neverending Math Equation", "Grey Ice Water" e "Trucker's Atlas". Que isto fique entre nós, claro.

NCS

sexta-feira, janeiro 13, 2006

procura-se por aí

Em 1992, a Factory, já a dar as últimas, editou uma caixa de luxo com 4 discos, que percorria a sua história de 1979 a 1990. Na altura, a falta de dinheiro apenas me permitia sonhar com "Palatine - The Factory Story". Desde que entrei na minha fase mais aburguesada, tenho percorrido várias lojas especializadas e internets à procura deste disco, acompanhado por uma certa obsessão, mas nunca cheguei a ver um exemplar. Será que alguém aí no público tem um para a troca? Ou, à falta de melhor, sugestões para a procura?

























o alinhamento é o seguinte

Disco 1: "Tears in Their Eyes"; 1979-1982 (FACD 314)
Disco 2: "Life's a Beach"; 1981-1986 (FACD 324)
Disco 3: "The Beat Groups"; 1979-1989 (FACD 334)
Disco 4: "Selling Out"; 1987-1990 (FACD 344)

REC

quinta-feira, janeiro 12, 2006

E agora, algo completamente diferente


Porque é que os jornalistas musicais acabam sempre por ceder à tentação do futebol?

Ainda 2005 - as escolhas de James Murphy


1 - Black Dice – Broken Ear Record
2 - The Juan Maclean – Less Than Human
3 - Delia and Gavin – Days of Mars
4 – Mu – Out of Breach (Clicar para ouver Paris Hilton)
5 - Prinz Thomas – Major Swellings


ENP

terça-feira, janeiro 10, 2006

Daniel Craig, pá! Daniel Craig!



Ontem, enquanto os amantes do tunning e do culturismo levantavam pesos como se disso dependesse a própria vida, este imberbe flácido que assina descia do tapete rolante para assistir ao programa do Jorge Gabriel, nomeadamente à prestação de um arquitecto com aspecto de gente séria e que gostava de ter sido o Carlos Manuel ou membro dos A-Ha. De certezinha que não frequenta festas do Quase Famosos.

FMS

domingo, janeiro 08, 2006

Dois discos para iniciar o ano em viagem





NCS

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Gostava de ser um mosquinha

Os casamentos heterossexuais a que tenho ido (nunca estive em nenhum homossexual e Sir Elton tem por hábito tratar mal quem, mesmo contra todas as regras da boa reputação, lhe elogia o Goodbye Yellow Brick Road), por mais bom gosto que revele a organização, acabam sempre por resvalar para a foleirada, normalmente de conotação gay - os Village People, os Boney M, o hino da Juventude Leonina, essas coisas assim. Mas nos casamentos homossexuais, como é que é? Pela televisão, percebe-se que também há lá pelo meio muita foleirada. Também funciona a psicologia invertida? O que é que o DJ passa às três da manhã? Manowar? Motorhead? Quim Barreiros? As composições dos Super Dragões?
FMS

quarta-feira, janeiro 04, 2006

os discos do ano...

...indicados para arrumar livros, desempacotar caixotes, martelar com entusiasmo, montar as lâmpadas, visualizar espaços para quadros e por aí fora. Especialmente se for lá para os lados da Graça, nos momentos em que o sol ilumina o rio.











Elliott Smith [From a basement on a hill, 2004]











Cat Power [You are Free, 2003]












Stephen Malkmus [Pig Lib, 2003]

REC

O disco do ano...












... quando se sente que a vida está a pedir mais “Divine Comedy”












REC