quarta-feira, novembro 30, 2005

Boas companhias para estas noites de friozinho nos pés





(Ou isso ou um cobertor do Ikea)

NCS

segunda-feira, novembro 28, 2005

Os bons espíritos

Bowie e os Arcade Fire. Aqui.

(Via Horas Perdidas)

FMS

sábado, novembro 26, 2005



NCS

sexta-feira, novembro 25, 2005

Trinta Cavalos



Não sei qual será o melhor critério para avaliar a qualidade de cada ano no que aos discos diz respeito, mas se for a lista dos discos do ano, então 2005 é um ano perdido.
É que os dois melhores são de anos anteriores. Um é o «Funeral» dos Arcade Fire, que é de 2004, o outro é o «Horses» da Patti Smith, circa 1975.
O que nos leva a reflectir sobre uma questão pertinente: Haverá constatação mais deprimente do que verificar que, trinta anos depois, por mais voltas que demos, o disco mais moderno do ano tem 30 anos?
A resposta é sim, há coisas muito mais deprimentes, e não, esta não é uma lamúria saudosista sobre como tudo era melhor quando a televisão era a preto-e-branco.
O facto é que este é um grande disco, e como a generalidade das obras de arte, ultrapassou o seu tempo e todos os anos é disco do ano.
Nesta edição de 2005 de «Horses», especial como se impõe, que comemora os tais trinta anos, o álbum serve-se com uma curiosidade. É que o segundo disco é igual ao primeiro. Mas ao vivo e com trinta velhos e sentidos anos de diferença.
Para quem não conhece, este é o primeiro disco da Patti Smith e é extraordinário.
Abre com uma versão, que é A Versão, do «Gloria» dos Them. Tema que, na altura era mais conhecido na interpretação dos Doors, grupo que Patti Smith inexplicavelmente, admirava, mas que, a partir daí, passou a ser propriedade da artista, numa espécie de usucapião artística.
E o que tem de extraordinário é a circunstância da sua intemporalidade ser tão improvável, senão notemos, a maior parte dos poemas são centrados nos temas da altura, lamentam-se as mortes de Jimmy Hendrix, Jim Morrison e o restante carnaval dos mil novecentos e setentas.
Ou seja, são assuntos tão terrivelmente datados, que seria de esperar que, visitados hoje em dia não passassem de curiosidades. E no entanto, não são.
A culpa, suspeito, é da absoluta energia que envolve o disco. Consequência da absorção do legado dos Velvet Underground, Rolling Stones e Stooges, revisto e aumentado pela autora.
Uma energia que, no concerto do Royal Festival Hall que preenche o segundo disco, se transforma em sarcasmo.
Exactamente porque lhe falta a novidade que insuflava o original, no concerto de 2005, Patti Smith junta o grupo que tocou em 1975 , com a honrosa excepção de John Cale, produtor e baixista da altura, e entre a homenagem e a paródia, escolheu o meio-termo. Por isso diverte-se com a amargura e a ironia que trinta anos, inevitavelmente permitem.
Uma última palavra para dizer que a capa do disco, agora como há trinta anos, é de Robert Mapplethorpe, o que, só por si já faria deste um disco clássico.
E, no entanto, também há música, música da boa e em dose dupla.
CG
(publicado no suplemento SARL do Jornal dos Açores)

quarta-feira, novembro 23, 2005


Chama-se Chelsea Players Top 20 e foi lançado nas comemorações do centenário do clube. Cada um dos jogadores escolhe uma canção e faz-se um disco.
A curiosidade está nas escolhas, o special one, por exemplo, opta por Bryan Adams e o inenarrável Run to You; o melhor jogador das ilhas (concorrente do Pauleta, portanto) Frank Lampard, mantém a toada apimbalhada e agarra-se ao Lionel Richie, como a ceguinha ao barro que modela no teledisco odioso que nos atemorizou na infância. E e a coisa vai mais ou menos neste caminho – Arjen Roben confessa que trauteia o Final Countdown e rapidamente lhe perdoamos o facto singelo de não jogar no Benfica – quando surge a surpresa: Ricardo Carvalho goza com o presidente, pisca o olho ao United e pede uma oportunidade aos Quase Famosos.
E Como? Escolhe Fools Gold dos Stone Roses.
Aquele penteado nunca me enganou.
CG

segunda-feira, novembro 21, 2005

Para que é que servem os amigos?


Sou um tipo obediente. Um amigo diz-me para ouvir o novo dos Boards of Canada e eu, com vantagem para mim, não hesito. É sempre assim. As coisas boas que ouço, devo-as, mais do que ao que leio, às recomendações dos amigos. Desde o liceu que o passa palavra e o passa disco são quem mais ordena. Mas os amigos conseguem também ser uns tipos distraídos. Os mesmos que me falaram dos Arcade Fire antes do hype em torno dos canadianos ou os que me obrigaram a prestar vassalagem justa aos Animal Collective, esqueceram-se de me obrigar a ouvir o EP (só de nome, porque é mesmo um álbum que recolhe 10 temas/singles) dos Fiery Furnaces. Estamos em Novembro, o disco tem data de 2004 – apesar de que parece que só foi distribuído em 2005 – e só agora o comprei (e por mero acaso). Há coisas que não se podem perdoar nem aos amigos. Eu, aproveitando para responsabilizar aqueles que faltaram às suas obrigações, digo-vos que é uma estupidez de todo o tamanho não andarem a ouvir a música do casal Friedberger de manhã à noite. PAS

sábado, novembro 19, 2005

Alan McGee Patron Saint of Teenage

Favor clicar na imagem e perder (ganhar) a tarde, a noite, todo o dia nisto.



O ginger que resgatou o cool do gajo dos Simply Red.

FMS

claramente a melhor banda da creation

Ride

You Are... Ride.

You are young at heart and full of energy. You are
talented but very modest. You are happy go
lucky and care free. You have learned to take
the good with the bad and you just accept life
for being what it is. People tend to be envious
of you, That's only because they don't
understand you and they just want some of what
you have. There's no task too hard for you and
you excel at pretty much everything you try to
do. You have a playful personallity and a
beautiful inner soul.


what Creation Records band are you? (complete with text and images)
brought to you by Quizilla
PAS

sexta-feira, novembro 18, 2005

Finalmente um teste para gente séria

What Creation Records Band Are You?

Eu na versão "deixa cá ver":



Eu na versão "deixa cá tentar":



What you lack in originality you make up for in sheer determination. You have found a nice balance between party time and work time. You have the ability to convince the world of anything you want them to believe and you shamelessly do so. You are a purist who has the tendency to live in the past, which is your biggest downfall. If you could only learn to get with the times there's no telling how big you could be. You are destined to go down in history.

Obrigadinho.

FMS

quarta-feira, novembro 16, 2005

Bendita Ananana (que mandou buscar um dos discos do ano)



Sim, já tinha uma gravação da coisa. Mas só ontem é que fui buscar o CD à Ananana. (E diz que há lá mais, senhores). NCS

segunda-feira, novembro 14, 2005

Um momento Sonic Youth no Lumiar























(fotografia roubada do céu sobre lisboa)

REC

Banda sonora de meados de Novembro

A baladucha do momento: "The Greatest", de Cat Power.



A música para saltar da cama do momento: "Huddle Formation", dos The Go!Team.



(Conhecia-as no CD de Novembro da Les Inrocks)

NCS

sábado, novembro 12, 2005

Uma noite que acabou em ambiente de cruzeiro nas Caraíbas

NCS

sexta-feira, novembro 11, 2005

O Quase Famosos recomenda... (agora em versão não centralista)

Lou Barlow actua também no Porto. É amanhã, n' O Meu Mercedes é Maior que o Teu. Se lá der um salto, conto como foi.

FMS

recriando o Outono escandinavo

Em 1974, o Festival da Eurovisão dava a conhecer a uma geração apaixonada por calças à boca de sino dois casais suecos com fatiotas extravagantes, que com “Waterloo” iniciavam uma produção industrial de êxitos trauteados em elevadores do mundo inteiro. Algumas décadas depois, o espírito nostálgico dos anos 90 descobria os ABBA no baú das recordações e elevava-os a objecto de culto entre pessoas que anteriormente tinham sido condenadas a esconder o seu passado musical infantil. Pessoas como eu, numa época em que ainda tinha que vestir as roupas dos meus irmãos mais velhos, e me recordo dos fins-de-semana em que o meu pai iniciava o ritual de escuta de uma edição especial da Reader´s Digest com quatro vinis da banda. Confesso que agora também gostaria de ter um filho, para lhe apresentar os parentes afastados dos reis do kitsch enquanto tomávamos um chá de tília.

Para honrar a tradição familiar também o iniciaria assim na escuta de música da Escandinávia, onde nos últimos anos surgiu uma cena extremamente produtiva. Dar-lhe-ia a ouvir as guitarras suecas dos Mando Diao, por exemplo. Ou a batida densa dos dinamarqueses Figurines, com o seu som muito indie influenciado pelos Pavement. E, quando estivesse mais preparado para uma rockalhada com forte consciência política, uns The (International) Noise Conspiracy. Destas três bandas, os Mando Diao são aqueles que têm vindo a alcançar o maior reconhecimento no estrangeiro. Expondo uma dose suficiente de arrogância para alcançar o estatuto rock´n´roll (e que os leva a afirmar que serão maiores que os Beatles), os Mando Diao lançaram até ao momento dois discos (“Bring ´em in” e “Hurricane Bar”), em que é audível o espírito dos anos 60 (The Kinks, The Who) transferido para uma garagem num bairro de Estocolmo.

Mas não são só as guitarras amplificadas que fazem suspirar os vizinhos nórdicos. Numa região em que se vive na escuridão quase completa durante uma grande parte do ano, é natural que as almas mais sensíveis se refugiem na música para expressar a sua tristeza em sofás da Ikea. “The cold swedish winter is right outside / and I just want somebody to hold me through the night“ canta Jens Lekman, alguns anos depois de os noruegueses Kings of Convenience terem decretado que “quiet is the new loud”, dando início à cena neo-folk de Bergen. E são os silêncios mais ou menos barulhentos que melhor descrevem a música de Nicolai Dunger, compositor das baladas de “Tranquil isolation”, em colaboração com Will Oldham. A banda sonora ideal para quem pretende recriar um Outono escandinavo (sem as elevadas taxas de suicídio locais).

(publicado no suplemento SARL do Jornal dos Açores)

cinco sugestões pessoais nórdicas:


Jens Lekman, When I Said I Wanted To Be Your Dog [2004]









Mando Diao, Bring 'em in [2002]










Nicolai Dunger, Tranquil Isolation [2004]










Figurines, Skeleton [2005]










The Cardigans, Life [1995]









REC

o quase famosos recomenda...

(ou eu, pelo menos)

Lou Barlow *

na ZDB,

por volta das 23h (preço: 7,5 €)


*singer/songwriter com costela indie, ex-Sebadoh

REC

quinta-feira, novembro 10, 2005

verdadeira obsessão

conheço alguém que perdeu vários dias de vida na árdua tarefa de juntar as milhentas coordenadas necessárias para criar o poster oferecido no disco dos Art Brut.

Os resultados deste atentado à paciência (ou verdadeira prova de amor, que separa o trigo do joio) serão publicados brevemente no site da banda. REC

uma capa ao longo dos tempos (reloaded)

afinal ainda havia mais uma...













(com a contribuição do saramangas)

REC

quarta-feira, novembro 09, 2005

Quando Dylan virou Beatles


O campeonato para apurar a mais “beatleaniana” das músicas pós-Beatles tem sido muito competitivo. Mas, ao que tudo indica, já foi encontrado um vencedor. O improvável aconteceu, um conhecido dylanesco, até no reincidente comportamento de Judas, escondido é verdade num insuspeito ar cristão, ganhou o título com “heard somebody say”, um tema entre vinte e tal para todos os gostos num grande álbum – “cripple crow”. O melhor que têm a fazer é comprar um bilhete para o concerto de Sábado na Aula Magna. Nada como o teste do palco. PAS

uma capa ao longo dos tempos













REC

segunda-feira, novembro 07, 2005

There's no other way

Apesar dos momentos altos protagonizados pelas pernas de Madonna, pelos prémios aos Green Day e pelo inglês kaddafiano de Figo e Nuno Gomes, e mesmo descontando toda influência que a agenda e as prioridades da indústria musical têm na atribuição destes galardões, os EMAs da MTV provaram, mais uma vez, quem é o músico mais relevante dos últimos quinze anos.



FMS

Metal machine music

(provavelmente) O melhor concerto do ano. ENP

quarta-feira, novembro 02, 2005

A dieta pop, rock e hip-hop continua (tal como a outra)



O meu preferido desta senhora abruptamente referida na blogosfera lusa é "Book of Days" (cuja audição em período adolescente preocupou grave e legitimamente as entidades paternas). Por estes dias, tenho ouvido "Mercy", também da ECM New Series (2002). Para lembrar as classificações dos testes: satisfaz. Às vezes, satisfaz bem e até muito bem. E, como em tudo na dona Meredith Monk, deve ser ouvido de luz apagada, de preferência deitado no chão, e sem a presença de nenhum eco (ou rumor) da actualidade noticiosa. NCS